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Editorial - Agência do Estado

Kepler Weber avalia fornecer instalações para segmento de mineração

São Paulo - 13 de Maio de 2008

Agência EstadoA Kepler Weber estuda o possível ingresso no segmento de instalações para mineração, área que também envolve movimentação de granéis, a exemplo dos equipamentos que já produz para a armazenagem agrícola. O presidente da Kepler, Anastácio Fernandes Filho, disse hoje que a companhia tem sido sondada sobre esta possibilidade e também feito consultas para prospectar o mercado.

"Há tantos projetos, que temos a percepção de que falta fornecedor", comentou, sobre a expansão da área. Enquanto os sistemas de armazenagem de grãos são entregues no prazo médio de 60 a 120 dias, as instalações industriais têm período maior de produção, de 120 a 240 dias, pois são específicas para cada pedido, explicou ele. Durante sua crise financeira, a companhia privilegiou a área de armazenagem, mas as instalações industriais já chegaram a representar entre 20% e 25% do faturamento, em 2005.

Além dos equipamentos para armazenar e movimentar grãos, a Kepler atua na produção de terminais portuários, instalações industriais, cervejarias, maltarias, ordenhadeiras e tanques para transporte e resfriamento de leite. O negócio de leite, que fica em Bauru (SP), está sob avaliação. A Kepler espera decidir, nos próximos dois trimestres, se amplia e investe no crescimento desta operação ou vende a unidade. A expectativa da empresa é que este negócio represente cerca de 7% do faturamento em 2008. No primeiro trimestre, a participação ficou em 4% da receita bruta, enquanto os sistemas de armazenagem responderam por 58% dos R$ 49,687 milhões registrados no período.

As exportações contribuíram com 32% da receita bruta e peças e serviços geraram os outros 6%. No mercado externo, a Kepler vendeu R$ 16,028 milhões no trimestre, com alta de 69% ante o mesmo período de 2007. Nesta época do ano passado, as exportações representaram 20% da receita bruta. O aumento nas vendas para o exterior foi gerado principalmente pelo atendimento a contratos na Venezuela.

Por exigência contábil, exportações de R$ 14,977 milhões que deixaram a empresa em março em direção ao porto, mas só foram efetivamente embarcadas em abril, serão registradas somente no segundo trimestre. Se fossem computadas, teriam gerado lucro líquido de R$ 611 mil no período, em vez do prejuízo de R$ 1,67 milhão, que reduziu em 92% a perda ante o mesmo período de 2007. Da mesma forma, a geração de caixa pelo Ebitda seria de R$ 4,951 milhões, ante R$ 1,492 milhão reportado no trimestre, destacou a empresa, em seu relatório.