CSN renova com resseguradores cobertura no valor de US$ 9,57 bi
São Paulo - 01 de abril de 2009

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) renovou junto a resseguradores internacionais cobertura no valor em risco total de US$ 9,57 bilhões (referentes a danos materiais e lucros cessantes) e valor máximo de indenização, em caso de sinistro, de US$750 milhões (referentes danos materiais e lucros cessantes) para as unidades Usina Presidente Vargas; Mineração de Casa de Pedra; Mineração de Arcos; Filial Paraná; Terminal de Carvão-Tecar; GalvaSud (referentes a danos materiais e lucros cessantes), Terminal de Contêineres-Tecon e ERSA Estanho de Rondônia (referentes a lucros cessantes).
Segundo a empresa, a renovação abrange o período entre 22 de fevereiro de 2009 e 19 de fevereiro de 2010. A CSN também está em negociação com seguradoras e resseguradoras no Brasil e no exterior para a obtenção de cobertura para riscos operacionais. Ainda segundo avaliação da empresa, a companhia tem cobertura de caixa suficiente para suportar qualquer sinistro que por ventura venha ocorrer. A CSN informou ainda que as premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria de demonstrações financeiras, consequentemente não foram examinadas pelos auditores independentes da companhia. A renovação de resseguro da CSN já foi alvo de embates no passado.
O Instituto de Resseguros do Brasil (IRB-Brasil Re) conseguiu em maio do ano passado uma liminar na Justiça que o desobrigasse de realizar de resseguro de empresa. Na época, o IRB alegou que houve o fim do monopólio dos resseguros no País, e que não teria obrigação de renovar a apólice. Ou seja: no novo cenário, o IRB estaria livre para buscar opções que lhe parecessem viáveis, e poderia assim recusar alternativas - o que não era possível no cenário anterior, quando o IRB era a única possibilidade. Procurado pela Agência Estado, o IRB informou que não se pronuncia sobre o assunto.
Mas, segundo fontes do setor, o embate jurídico entre IRB e CSN continua. O processo iniciado pela empresa, para reivindicar que o IRB renovasse a apólice continua tramitando na Justiça, e a renovação junto a resseguradoras internacionais por parte da companhia, na prática, não impede o andamento do processo. Até maio do ano passado, foram sete decisões judiciais sobre o assunto, que ainda não chegou a uma definição.