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Ag�ncia Estado

 

Metais básicos fecham em baixa c/realização de lucro e alta do dólar

São Paulo - 15 de Junho de 2009

Agência Estado

Os contratos futuros de metais básicos fecharam em baixa acentuada na London Metals Exchange (LME), com a recuperação do dólar frente a maioria das moedas desencadeando uma realização de lucro e revertendo a alta especulativa da semana passada, disseram traders e analistas. O chumbo e o zinco registraram as maiores perdas, caindo mais de 6% em meio a ampla liquidação no setor de commodities. O declínio desta segunda-feira apagou todos os ganhos substanciais da semana passada e tornou a perspectiva técnica dos metais mais negativa ("bearish"), segundo traders.

"Foi uma ampla liquidação de commodities", disse um trader de metais em Londres. "Foi muito agressiva... Eu penso que o mercado teve um pânico", acrescentou. As empresas de consultoria de commodities orientadas por modelos gráficos provavelmente foram os grandes vendedores do dia, disse. Os fundos também estavam realizando lucro após a recente alta dos preços, disse outro trader em Londres. "A maioria dos metais subiu para níveis que nós e outros prevíamos que apenas aconteceria no quarto trimestre", disse esse trader. O chumbo registrou a maior alta entre os metais básicos, acumulando um ganho de 68% desde o início do ano, enquanto o cobre e o estanho avançaram 63% e 41%, respectivamente.

O zinco, níquel e o alumínio também subiram desde o início do ano em 30%, 26% e 5%, respectivamente durante o mesmo período. Mas os preços agora estão caindo pelo segundo dia seguido e continuarão a se consolidar até que os metais se tornem barato o suficiente para atrair outra rodada de compras de fundos, disse um trader. O "recente movimento de alta através do complexo, embora tenha sido amplamente justificado pelo vigor das compras da China e aceleração em indicadores antecedentes em economias da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), também foi avaliado por alguns do mercado como um pouco à frente dos fundamentos, uma vez que existe o potencial para um recuo se a demanda de importação da China se moderar ao longo dos próximos meses", disse o Barclays Capital em nota para clientes.

O Barclays disse que espera que as importações de cobre da China possam moderar nos próximos meses agora que o diferencial de preço ajustado os impostos entre o cobre na Shangai Futures Exchange e na LME se tornou "firmemente" negativo. Leon Westgate, analista de metais do Standard Bank, também apontou para maior disponibilidade do cobre nos armazéns registrados da Shangai Futures Exchange como um sinal de que, "por enquanto pelo menos, o apetite imediato da China pelo metal foi satisfeito". Analista e traders disseram que ainda estão confiantes de que parte dos metais vai começar a registrar uma recuperação no final do ano, mas eles permanecem cautelosos com relação ao momento de tal recuperação considerando que a recente série de indicadores econômicos ainda não os convenceu de que a demanda por metal está posicionada para subir de forma significativa ou sobre uma base sustentada.

"Resumindo, não é tão óbvio de que a perspectiva econômica global tenha melhora radicalmente para que a demanda global comece a acelerar novamente de forma visível", disse a Troika Dialog em nota para clientes. No encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde, os contratos de cobre para três meses caíram em US$ 230,00 para US$ 5.005,00 por tonelada; os contratos de chumbo para três meses recuaram US$ 108,00 e fecharam a US$ 1.677,00 por tonelada; os contratos de zinco para três meses caíram US$ 115,00 e fecharam a US$ 1.575,00 por tonelada; os contratos de alumínio para três meses recuaram US$ 33,00 e fecharam a US$ 1.609,00 por tonelada; os contratos de níquel para três meses caíram US$ 910,00 e fecharam a US$ 14.775,00 por tonelada; os contratos de estanho para três meses recuaram US$ 575,00 e fecharam a US$ 15.050,00 por tonelada.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de cobre também caíram de forma acentuada, com o metal devolvendo boa parte dos ganhos da semana passada, que o levaram para a máxima em oito meses, segundo traders e analistas. Frank Cholly, estrategista sênior de mercado da Lind-Waldock disse que o declínio de hoje do cobre esteve relacionado com o vigor do dólar e fraqueza de outros metais e também do mercado de ações. Os contratos de cobre para julho caíram US$ 0,0885 (3,73%) e fecharam a US$ 2,2850 por libra peso.

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