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Mercado spot de minério pode ser ruim para China, dizem analistas

São Paulo - 16 de Junho de 2009

Agência Estado

Em meio a uma das mais duras negociações do preço do minério de ferro, a ameaça chinesa de migrar definitivamente para o mercado à vista (spot) pode ser ruim para as siderúrgicas locais. A avaliação é de uma fonte ligada a Vale e também de analistas ouvidos pela Agência Estado. Eles lembram que, sem contratos de longo prazo para fornecimento do insumo, as siderúrgicas chinesas ficarão em uma posição delicada quando a demanda mundial por minério voltar a crescer.

"Hoje, a China ainda tem a oportunidade de endossar o sistema de benchmark (referência para contratos de longo prazo) e, com isso, limitar oscilações de preços. Sem isso, ela ficará desprotegia em uma retomada do ciclo de crescimento", afirmou Roger Downey, analista do Credit Suisse. Depois de despencar no final do ano passado, o preço do minério vem se recuperando. O analista lembrou que, apenas nos últimos 30 dias, a cotação do produto no mercado à vista chinês já subiu 12%. Downey destacou que a China está hoje em uma situação mais privilegiada na negociação por ser o único mercado que não reduziu o consumo de minério de ferro desde que a crise mundial ganhou força no final do ano passado.

Tanto que busca um porcentual maior de queda nos preços de seus contratos de longo prazo do que os já fechados entre a Vale e a Rio Tinto com a Nippon Steel e a Posco. Na semana passada, a mineradora brasileira aceitou cortar de 28% a 44% seus preços, porcentual que ficou abaixo do fixado pela concorrente australiana Rio Tinto, que ficou entre 33% e 44%. Mas a China exige uma redução maior, na casa dos 40% a 50%, para compensar os sucessos aumentos aceitou durante o último ciclo de alta do minério, que durou de 2003 a 2008. Nesse período, a insumo fornecido em contratos de longo prazo para a China teve seu preço elevado em cerca de 330%.

A analista Cristiane Viana, da Agora Invest, também considera a decisão de migrar para o mercado á vista é um risco para as siderúrgicas chinesas no médio e longo prazo. "Apesar de ser a maior comprador de minério de ferro, a China pode ficar vulnerável a volatilidade do mercado", lembrou. O analista Pedro Galdi, da corretora SWL, é outro que vê com preocupação uma possível migração da China para o mercado à vista. Na avaliação de Galdi, o fim do sistema de benchmark é ruim para todos os participantes do setor porque diminuiu a previsibilidade de receita.

"Em alguns momentos, o preço vai disparar e isso será muito ruim para as siderúrgicas. O problema é que como hoje a China é a única compradora, ela tem sido intransigente na negociação", disse. Para Galdi, uma das saídas possíveis para esse momento de impasse é o fechamento de contratos semestrais. Hoje, o setor trabalha com um prazo de um ano para os reajustes dos contratos de longo prazo.

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